De olhos fechados, apenas a água separava os nossos corpos. As suas mãos percorriam-me como se eu fosse um caminho já conhecido e nas minhas curvas, deitavam-se como se tivessem sido elas a moldarem-me. O meu coração bombeava, com toda a força, o sangue que corria para todos os pontos do meu corpo e a respiração acelerada fazia com que os meus pulmões conhecessem de verdade os seus limites. Queria virar-me para ele mas não me deixava, a sua experiência na juventude do meu corpo parecia um contrasenso. Invadia-me o espaço num hiato de tempo distante que separava as nossas duas gerações.
Patrícia Prata, in My first novel
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