Rita, descalça sobre o chão quente e vermelho, encaminhava-se para Pablo. Trazia vestida uma túnica laranja que lhe tapava os joelhos. O seu cabelo estava preso com uma rosa vermelha que condizia com os lábios molhados do vinho.
O contraste das cores que Rita levava, com o preto da camisa de Pablo desenhavam as diferenças dos seus mundos e ao mesmo tempo, na distância do contraste, nascia a ilusão de uma paixão. Parecia uma paixão que ia e vinha conforme o vento mas dificil de apagar. Tão dificil que Rita sonhava e mesmo acordada, parecia recordar tudo como se realmente tivesse acontecido. Como se sentisse o cheiro dele no seu corpo, o sabor da saliva na sua boca, um calor especial que lhe percorria a pele e sempre que adormecia e sonhava, o mesmo calor sempre diferente.
Do sonho trouxe todos os pormenores e o delicado toque da hospedeira confundia-se com o sopro de Pablo no seu ombro, como se lhe sussurrasse um segredo que da força das palavras nescesse uma brisa que lhe engomava as gelhas da pele arrepiada.
Patrícia Prata, in My Second Novel
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Tem de chegar...
É como estar à beira da falésia e ver o mar
Um mar profundo e desconhecido que refresca o olhar
É como querer mais e não poder andar
Como se a voz faltasse no momento de falar
E as palavras se enrolassem por não saberem o que dizer
É um beijo breve que salga o paladar
Faz sede, tanta sede e seca-lhe a garganta por não ter para beber
É debruçar-se na falésia para ver as profundezas do mar
E sentir que o mar foge para esconder a sua côr
E sentir que a altura é grande demais para o caminho
É a janela que não fecha à procura do alento
É a resposta evasiva por não saber que dizer
Não quer não ter, não quer perder mas não quer dar
E a recordação desse calor tem de chegar..
Tem de chegar...
Patrícia Prata
Um mar profundo e desconhecido que refresca o olhar
É como querer mais e não poder andar
Como se a voz faltasse no momento de falar
E as palavras se enrolassem por não saberem o que dizer
É um beijo breve que salga o paladar
Faz sede, tanta sede e seca-lhe a garganta por não ter para beber
É debruçar-se na falésia para ver as profundezas do mar
E sentir que o mar foge para esconder a sua côr
E sentir que a altura é grande demais para o caminho
É a janela que não fecha à procura do alento
É a resposta evasiva por não saber que dizer
Não quer não ter, não quer perder mas não quer dar
E a recordação desse calor tem de chegar..
Tem de chegar...
Patrícia Prata
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