Paolo sorria para mim e dizia, em voz baixa, o quanto me desejava e ao mesmo tempo tocava-me nos joelhos nus, que eu levava, por trazer calções vestidos. A minha pele arrepiava-se com o seu toque e ao mesmo tempo, o medo de que as pessoas, daquela mesa, se apercebessem, fazia-me desejá-lo mais e a pressão da Inês ao meu lado, contraia-me o peito do medo de ser apanhada. Não sabia se era dos condimentos apimentados daquela refeição ou se do contexto que eu estava a viver, as maçãs do meu rosto enrubesciam.
Patrícia Prata, in My first novel
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