domingo, 30 de agosto de 2009

Don´t be caught!

Paolo sorria para mim e dizia, em voz baixa, o quanto me desejava e ao mesmo tempo tocava-me nos joelhos nus, que eu levava, por trazer calções vestidos. A minha pele arrepiava-se com o seu toque e ao mesmo tempo, o medo de que as pessoas, daquela mesa, se apercebessem, fazia-me desejá-lo mais e a pressão da Inês ao meu lado, contraia-me o peito do medo de ser apanhada. Não sabia se era dos condimentos apimentados daquela refeição ou se do contexto que eu estava a viver, as maçãs do meu rosto enrubesciam.

Patrícia Prata, in My first novel

Sem comentários: