É sempre aqui que
me encontro,
Neste caminho
areado.
Não preciso de sinais,
Nem de passadeiras.
Não preciso de
sentir o cabelo penteado
Nem de saber de
cor as Janeiras.
Aqui não tenho
medo que a roupa me assente mal.
Não quero saber
se o buço está feito,
Se deixei o
jantar preparado,
Se tenho um
propósito ou só um fado.
Aqui só sinto.
Sinto sangue.
Sinto ar.
Sinto o rastilho
a incendiar.
O arbítrio.
O real.
Sinto-me o ponto
cardeal.
Tudo está bem.
Tudo está certo.
Como se o azul
estivesse aberto.
Só para me
acolher
Junto com o seu
bando.
Que eu nunca mais
me volte a esquecer
De me vir ver de
novo, de vez em quando.
Patrícia Prata