
Devo dizer que a expectativa em relação ao comboio era bastante elevada. Sempre “ouvi falar” do Transiberiano… mas nunca sequer conheci ninguém que nele tivesse estado.. Para mim seriam daquelas viagens, que ainda que apeteciveis, a achava remota, pelo menos para já. Quando este convite surgiu, várias imagens se foram criando. Sem querer, querendo, fui especulando.
Não só sobre a viagem mas também sobre o facto de ir conhecer, verdadeiramente, o meu avô. Nunca estive com ele tanto tempo seguido e numa viagem de um período tão grande a probabilidade de nos revelarmos é elevada. O choque de gerações cria-me alguma ansiedade.. a razão é simples: alimento-me de paz e tranquilidade e sempre foi minha prioridade, isso faz de mim uma pessoa prática porque para não perder esta paz não me aprofundo em nada, sou superficial. Não sofro, vejo a vida com o que ela tem para me dar.
O meu avô tem uma personalidade muito forte e sempre teve. Acredito até que o tempo o tornou menos rígido mas ainda assim forte. Não aceita que esse tempo lhe tire as forças. E não deve ser fácil.
Tem-me custado aceitar que o tempo é curto e nunca tinha lidado com ele de frente…
O “Transiberiano” é na verdade um caminho férreo que atravessa dois continentes. Não propriamente, nem somente um comboio. O que acontece é que existem comboios melhores que outros e que a verdadeira experiência é o caminho.
Não só sobre a viagem mas também sobre o facto de ir conhecer, verdadeiramente, o meu avô. Nunca estive com ele tanto tempo seguido e numa viagem de um período tão grande a probabilidade de nos revelarmos é elevada. O choque de gerações cria-me alguma ansiedade.. a razão é simples: alimento-me de paz e tranquilidade e sempre foi minha prioridade, isso faz de mim uma pessoa prática porque para não perder esta paz não me aprofundo em nada, sou superficial. Não sofro, vejo a vida com o que ela tem para me dar.
O meu avô tem uma personalidade muito forte e sempre teve. Acredito até que o tempo o tornou menos rígido mas ainda assim forte. Não aceita que esse tempo lhe tire as forças. E não deve ser fácil.
Tem-me custado aceitar que o tempo é curto e nunca tinha lidado com ele de frente…
O “Transiberiano” é na verdade um caminho férreo que atravessa dois continentes. Não propriamente, nem somente um comboio. O que acontece é que existem comboios melhores que outros e que a verdadeira experiência é o caminho.
Mas os portugueses têm a cultura do queixume. Não obstante o facto de eu concordar com algumas coisas, andei a reparar nas queixas: “ O AC está gelado!”, “Está calor!”, “O guia não diz nada!”, “A guia fala demais!”, “Sempre atrasados!”, “ Sempre com pressa!”.
Irresistiveis!!
O comboio em si desiludiu-me um pouco. Talvez estivesse á espera de um comboio ultra moderno, super luxuoso. Mas de facto, perder-se-ia aquilo que é de verdade importante. Viajar no Transiberiano é atravessar dois continentes, acertar o relógio 8 vezes, parar em sitios com história, sentir.. sentir.. Não é de todo, estar, confortavelmente sentado num comboio a usufruir de um luxo inimaginavel e perdendo-se apenas nisso.
A essência desta viagem é o “pegar na mala e fui”. Podia era ser barato a esse nivel!!!
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