
Tens um discurso incerto
Palavras que as dás ao vento
Verdades não dizes de perto
Mentiras no teu pensamento
Enleias-me no teu discurso
Com doces palavras segredas
A mentira é teu recurso
Que com doces palavras azedas
Sei que o fazes, não me enganas
Mas deixo-te continuar
Para que as palavras que emanas
Para que as palavras que emanas
Me sigam a perturbar
O teu olhar não é honesto
Confesso que disso sei
E é esse o meu protesto
Porque em ti acreditei
Já não me enganas agora
Não tens as palavras certas
Que da boca saem para fora
E que são sempre descobertas.
Patrícia Prata, 17 de Agosto de 2009
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