Carla Bruni: Amour, amour! Ainda estás aborrecido com moi? Sabes que eu só quis experimentar aquele ciganinho, porque ouvi dizer lá no Salon de Beauté que eles davam sorte no casamento. E tu andas tão ausente... Sempre a brincar aos países e às espingardas... que maçada!
Sarkozy: Carlinha, sabes que eu me passo quando te enrolas com esses vagabundos. Mandei uns quantos para casa só para não me preocupar. Até porque eles não são nada estéticos para a nossa cidade. Já viste Paris com uns homenzinhos cheios de ouro nos dentes? Onde está o glamour? E eles não tomam banho. Os polícias quando têm de lhes ir dar umas sovas (tenho de manter aquela malta ocupada, fofucha) vêm todos a cheirar mal, é uma porcaria.
Carla Bruni: Mas ó fofucho... e agora o que dizemos quando nos falarem da "Liberté, Egalité, Fraternité" ?
Sarkozy: Hummm... pois quida... se calhar o melhor é eu mandar pôr umas fotos de uns ciganitos a roubarem e uns filmes de uns desacatos. Também não deve ser muito difícil... não te esqueças que ninguém gosta dessa gente que vive assim... de modos estranhos... O seu modo de vida tira sempre credibilidade. Não te preocupes. Vai ser canja. Depois eles esquecem-se...
Carla Bruni: Mas fofucho... tirar-lhe a nacionalidade? A mãezinha diz que isso é muito feio. Parece que é contra a Constituição... disse ela...
Sarkozy: Constituição?! Não filha. Isso é coisa dos antigos... do tempo da Revolução francesa! E está caladinha com essas coisas! Tens de deixar de te dar com essa gente de esquerda lá do cinema e dos livros. Isso são coisas que eles dizem. Quando for assim, diz-lhes que é tudo em nome da segurança!
Carla Bruni: Mas meu tesourinho... não gostei nada que o Papa ficasse aborrecido connosco... ele é santo! Ainda nos manda uma maldição!! Ai... está tudo contra ti fofucho! Até aqueles senhores que se sentam do teu lado.
Sarkozy: Não te assustes minha pombinha! É tudo inveja! Os próximos a irem, são aqueles imigrantes portugueses! Não posso com aquela gentinha.
Carla Bruni: Ah! E depois quem me limpa a casa?!
"Liberté, Egalité, Fraternité", para quem Sr. Sarkozy?
Patrícia Prata