Estávamos já longe das casas, longe dos olhares indiscretos, embrenhados naquela paisagem que nos chamava para dentro dela. Eu apenas sorria. Esperava que acontecesse qualquer coisa mas não sabia bem o quê, pensava na idade dele, coisa que lhe tinha dito que não, e parecendo-me ler o pensamento, disse-me como se a voz saisse de um fundo de um poço “cinquenta e nove… tenho cinquenta e nove anos, Laura!”.
Patrícia Prata, in My first novel
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