Nesta brecha de
luz
No grão de areia
que se sentou por entre os dedos
O som do chinelar
nas ruas de calçada,
O bater
desconcertante dos ramos na janela,
Nesse brilho
apagado, achava eu que ninguém via,
O momento
desinteressante que não importava para o caos.
E o universo
acendeu-se,
Porque teve
consciência de si mesmo.
Patrícia Prata