domingo, 14 de junho de 2009

Não quero parar


Não consigo dormir
Só me apetece escrever
Tudo o que estou a sentir
Tudo o queria dizer


Não me conhecia tão bem
Julgava-me por vezes dura
Até que me disse alguém
Que eu tinha uma certa candura

Não me devo conhecer
De facto não deverei
E só me apetece escrever
Do quê, propriamente não sei

Esta candura que falam
Transporto-a para o papel
E não sabem quantos calam
E que dizem que sou fel

Mas aqui eu posso ser
Tudo aquilo que eu quiser
Posso ser rei ou rainha
Posso viver ou morrer

Não interessa se sou fel
Se tenho candura ou não
Se quiser escrevo com mel
Se quiser escrevo com a mão

Só sei que não quero parar
Quero escrever mil folhas
Nem que tenha de gastar
Todas as minhas escolhas


Patrícia, 15 de Junho de 2009

2 comentários:

Gonçalo disse...

Olá Patrícia

É com prazer por também partilhar contigo o prazer da escrita, que leio estas linhas... devo dizer-te que tens muito jeito... tens aqui versos muito bonitos, com sentimentos, alma e espírito. Não pares de surpreender. Parabéns e um beijinho. Gonçalo

Steinbeck disse...

És um querido e fofucho :)