terça-feira, 16 de junho de 2009

Lisboa, cidade querida



Lisboa minha cidade
Teu rosto escondes na rua
Trazes na algibeira a saudade
De quem sabe que é só tua

O rio que te corre nas veias
Traz ás colinas fulgência
E esse fogo com que ateias
A tua breve inocência

A inocência que te apanha
No sol que te desperta o dia
E á noite que se acanha
Quando a lua se sente vazia

Nas noites dos quentes santos
Mostras a alma ao condoido
Para que nos teus belos recantos
Ele não se sinta traido

És assim minha cidade
Fazes parte da minha vida
E mesmo já com essa idade
És a minha cidade querida



Patrícia, 16 de Junho de 2009

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