sábado, 13 de junho de 2009

Amor sem essência


As duvidas que tens
Deram-me as certezas que preciso
Ora vais ora vens
Mas não és o meu abrigo

És muito especial para mim
Ensinaste-me a ser melhor
Tenho pena que seja assim
Mas por mim não tens amor

Fechei na minha mente
A folha que contigo escrevi
Agora sei conscientemente
Que eu não fui feita para ti

Queria muito para sempre amar-te
Queria muito contigo ficar
Mas o melhor será deixar-te
Será melhor o vento te levar

Vi nos teus olhos verdes
Muito amor que tens para dar
Mas todos os dias perdes
Em não o quereres partilhar

E no fundo tudo o que quero
É a tua felicidade
E não posso! Por ti não espero!
Deste-me esta realidade

Sou assim... Até estou bem

A janela fechou-se
A porta abriu
A minha alma encontrou-se
O meu corpo saiu

Desci a escada a correr
Mas sem medo de cair
Na adversidade da escolha
Um dia ainda posso subir

Mas não me quero prender
A um pensamento duvidoso
Se um dia me vais querer
E deixar de ser teimoso

Mais vale rasgar a folha
Mais vale deixar-te partir
Na verdade, é tua a escolha
Da minha vida quereres sair

Sigo preocupada contigo
Porque de mim eu sei tratar
Sei que sempre serás meu amigo
Mas de ti, quem vai cuidar?

Essa tua grande incerteza
De teres medo de ser feliz
Faz-te parecer cheio de pobreza
Mas o teu olhar não é o que diz

O teu olhar mostra vontade
Mostra paixão e amor
Mas isso perde-se com a idade
E no fim só sentirás rancor

Não deixes essas asas negras
Assombrarem o teu caminho
No teu rumo aparecerão pedras
Mas desvia-te de mansinho

Um dia desprender-te-ás
Desses teus receios agrestes
E aquilo que recordarás
Será de tudo o que não me deste

Como sou forte e me conheço
Não me prendo á tua ausência
E juro, não mais tropeço
No amor sem essência

Patrícia, 13 de Junho de 2009

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