
As duvidas que tens
Deram-me as certezas que preciso
Ora vais ora vens
Mas não és o meu abrigo
És muito especial para mim
Ensinaste-me a ser melhor
Tenho pena que seja assim
Mas por mim não tens amor
Fechei na minha mente
A folha que contigo escrevi
Agora sei conscientemente
Que eu não fui feita para ti
Queria muito para sempre amar-te
Queria muito contigo ficar
Mas o melhor será deixar-te
Será melhor o vento te levar
Vi nos teus olhos verdes
Muito amor que tens para dar
Mas todos os dias perdes
Em não o quereres partilhar
E no fundo tudo o que quero
É a tua felicidade
E não posso! Por ti não espero!
Deste-me esta realidade
Sou assim... Até estou bem
A janela fechou-se
A porta abriu
A minha alma encontrou-se
O meu corpo saiu
Desci a escada a correr
Mas sem medo de cair
Na adversidade da escolha
Um dia ainda posso subir
Mas não me quero prender
A um pensamento duvidoso
Se um dia me vais querer
E deixar de ser teimoso
Mais vale rasgar a folha
Mais vale deixar-te partir
Na verdade, é tua a escolha
Da minha vida quereres sair
Sigo preocupada contigo
Porque de mim eu sei tratar
Sei que sempre serás meu amigo
Mas de ti, quem vai cuidar?
Essa tua grande incerteza
De teres medo de ser feliz
Faz-te parecer cheio de pobreza
Mas o teu olhar não é o que diz
O teu olhar mostra vontade
Mostra paixão e amor
Mas isso perde-se com a idade
E no fim só sentirás rancor
Não deixes essas asas negras
Assombrarem o teu caminho
No teu rumo aparecerão pedras
Mas desvia-te de mansinho
Um dia desprender-te-ás
Desses teus receios agrestes
E aquilo que recordarás
Será de tudo o que não me deste
Como sou forte e me conheço
Não me prendo á tua ausência
E juro, não mais tropeço
No amor sem essência
Patrícia, 13 de Junho de 2009
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