terça-feira, 30 de junho de 2009

Deixa que te ouça a alma


Deixa que te ouça a alma
Ouve o silêncio profundo
Que apenas com esta calma
Se ouve o silêncio do mundo


Esse som que te foi fadado
Á tua pura inocência
Será o destino calado
Da tua estranha essência

Quando encosto o meu ouvido
Ao teu silêncio tão mudo
Só te faço um pedido
Que do nada me dês tudo

Deixa-me ouvir respirar
As frases do teu coração
Como um novo galrear
Como da semente ao grão

Prendes a tua voz
Nesse teu silêncio sem par
Como um rio que não chega á foz
Que não desagua no mar

Pela tua alma eu indago
Quero ouvi-la em mim
Porque será maior o estrago
Viver toda a vida assim

Deixa que te ouça a alma
Deixa-me amar o teu rosto
Que apenas com esta calma
A uva se torna em mosto.

Patrícia Prata, 30 de Junho de 2009


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