segunda-feira, 29 de junho de 2009

Colho o que semeio


A paixão que me corre nas veias
A força do meu trabalho
A riqueza dividida a meias
O amor que sinto que espalho


Sou feita de orgulho e de fé
Sinto a força a correr-me no peito
Se caio, sei pôr-me de pé
Também sei encolher-me no leito

Não me canso de correr
E as mangas arregaço
Se for preciso fazer
Tudo até ao cansaço

Quando choro não sai água
Quando caio não faz ferida
Não guardo rancor nem mágoa
Nunca me sinto perdida

Sei bem tudo o que quero
O que não quero melhor sei
E por pouca coisa eu espero
Só por aquilo que semeei

Patrícia Prata, 29 de Junho de 2009

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