
A Maria é fadista
Canta nas tascas escondidas
O João é alfarrobista
De enciclopédias perdidas
Conheceram-se em Alfama
Num dia quente de Santos
Maria cantou como quem ama
João perdeu-se em seus encantos
Depois do olhar, a verdade
A verdade daquele momento
Dava a João a felicidade
De lhe pedir casamento
E haviam de os dois casar
O João e a Maria
Todos esperariam no altar
Por esse grande e belo dia
Na data que ficou marcada
Para a igreja foram a correr
A Maria toda encantada
O João feliz de se ver
Todo o bairro foi lá ter
Para ver a boda molhada
E como se costuma dizer
A chover é abençoada
Patrícia Prata, 22 de Junho de 2009
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