
Ser poeta mexe com a alma
Mexe com o sangue das veias
Faz-te perder a calma
Faz-te ser fogo que ateias
Não precisas de comer
Nem da água sentir
As palavras são teu ser
A escrita é o teu sorrir
Nasce uma ideia nova
Teus olhos brilham de amor
Não existe maior prova
Quando te decides expôr
Ser poeta é não ter medo
De a alma arriscar a escrever
E pensar que sempre é cedo
Para mais um poema fazer
Não se dorme nem se cansa
De doar os sons ao mundo
Porque os poemas que lança
Vêm de um sentimento profundo
Enriquece os sons da vida
As folhas desse papel
São a terra prometida
São da noiva um anel
Porque o sangue das palavras
São como o terreno arado
Têm força quando o lavras
Dá-te amor quando é amado
Escreves na paixão do amanhecer
Deitas-te a pensar neste luar
Porque a primeira coisa a fazer
É escrever logo ao acordar
Ser poeta é devaneio
É viver numa quimera
É sentir-se num enleio
É viver na Primavera
Patrícia Prata, 12 de Julho de 2009
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