domingo, 12 de julho de 2009

Ser poeta


Ser poeta mexe com a alma
Mexe com o sangue das veias
Faz-te perder a calma
Faz-te ser fogo que ateias

Não precisas de comer
Nem da água sentir
As palavras são teu ser
A escrita é o teu sorrir

Nasce uma ideia nova
Teus olhos brilham de amor
Não existe maior prova
Quando te decides expôr

Ser poeta é não ter medo
De a alma arriscar a escrever
E pensar que sempre é cedo
Para mais um poema fazer

Não se dorme nem se cansa
De doar os sons ao mundo
Porque os poemas que lança
Vêm de um sentimento profundo

Enriquece os sons da vida
As folhas desse papel
São a terra prometida
São da noiva um anel

Porque o sangue das palavras
São como o terreno arado
Têm força quando o lavras
Dá-te amor quando é amado

Escreves na paixão do amanhecer
Deitas-te a pensar neste luar
Porque a primeira coisa a fazer
É escrever logo ao acordar

Ser poeta é devaneio
É viver numa quimera
É sentir-se num enleio
É viver na Primavera

Patrícia Prata, 12 de Julho de 2009

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