domingo, 12 de julho de 2009

Não te vejo da janela


Não te vejo das janelas
Cidade que me alimenta
E todos os dias te revelas
Da vista de outras ciumenta


Da janela não te vejo
Cidade da minha vida
E aquilo que é meu ensejo
É uma janela garrida

Não sintas ciumes da vista
Que tenho para outra cidade
Porque aquilo que me conquista
É a experiência da tua idade

Passas por mim na avenida
A ver se eu olho para ti
Fazes parte da minha vida
E da janela te perdi

Não entristeças tuas ruas
Por não teres o meu olhar
As minhas lágrimas são tuas
Por não te poder abraçar

Não te vejo cidade pura
Mas vejo-te na minha mente
Porque essa tua candura
Estará sempre em mim presente

Quero-te com esse rio
Que transbordas cheia de vida
Porque assim quando sorrio
Mostro a alegria que te é devida.

Patrícia Prata, 12 de Julho de 2009

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