quarta-feira, 1 de julho de 2009

Irrequieta escrita


Irrequieta nesta escrita
Inquietude na mão que dita
Folhas que saem deste alimento
Cúmplice da alma que eu sustento


Perdida nas letras absortas
Provando ideias mais que mortas
Linhas de tinta saem para fora
De dia, de noite e a toda a hora

Cansada da noite já tardia
Levada pela escrita que é já vazia
Á procura da veia azul poeta
Indagando sobre uma ideia concreta

A espera é longa e tortuosa
Tem uma voz ruidosa
Perdura pela noite da lua
E vem uma ideia que é tua

Talvez a agarre para mim
Desculpa se vai ser assim
Mas a noite teve de partir
E eu não consegui dormir

Patrícia Prata, 01 de Julho de 2009

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