Tens um olhar tão terno Tudo em ti é perfeito
Será este amor eterno
Que trago neste meu peito?
Em ti tudo é simetria
O teu flanco, a tua frente,
Não te esqueço nenhum dia
Desde o passado ao presente
O sorriso que te pertence
Incomoda a alegria
E por muito que ela pense
Não pode roubar-to um dia
Teu olhar meigo de soslaio
Traz ternura ao fim de tarde
O escritor faz de ti ensaio
O destemido sente-se cobarde
Foste um desenho divino
Criado pelas mãos do céu
Será este meu destino?
Cobiçar o que não é meu?
Patrícia Prata, 15 de Julho de 2009
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