sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Restringindo o espaço, dilatando o tempo

Todas as tardes que passava com ele na sua casa, eram agradáveis e tinha sempre vontade de lá voltar. Como é que restringindo o espaço e dilatando o tempo, as coisas mudavam? Eram, apenas, duas variáveis que se alteravam, tudo o resto era constante e, no entanto, tudo ficava diferente.
Tinha de fazer um esforço para não ser egoista, para me identificar emocionalmente com o eu dele, para perceber que era eu que tinha de ceder, porque a idade ganha esse estatuto, teria de ter eu a responsabilidade de tornar aquela viagem agradável, era eu que tinha de estar agradecida.

Patrícia Prata, in My first novel

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