domingo, 13 de setembro de 2009

Da janela do comboio vejo a Sibéria...

Recostei-me a espreitar pela janela, e como se fosse um filme, espiava as planícies que corriam pela tela, como se fugissem de alguma coisa. Haviam alturas que pareciamos passar por sitios que Deus se tinha esquecido que existiam. Estavam reservados ao abandono, como se tivessem cometido todos os pecados mortais e os tivessem deixado ali por ser proibido o perdão.

Patrícia Prata, in My first novel

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