Historicamente nas suas origens, talvez tivesse algum fundamento defensivo o Tratado que resguardava toda a área do Atlântico Norte. Mas a partir do momento que este carácter cautelar passou a ter a preponderância de poder intervir militarmente em qualquer lugar do mundo, a NATO passa a ser um grupo belicista provocando a constituição de novos grupos do mesmo género, noutros países.
É uma bola de neve!
O crescimento contínuo do armamento dos estados membros, provoca o rearmamento de países que os consideram seus rivais. Mais do que rearmamento dos estados membros, os Estados Unidos possuem armas nucleares nas bases da NATO, na Europa o que faz com que a exponha a uma possível guerra nuclear e cada vez mais fomente o crescimento de empresas bélicas e dos gastos militares.
Se observarmos, e nem é precisa muita atenção porque é flagrante, a NATO protege e defende os interesses dos países mais ricos e, muito basicamente, pode-se perceber que estes países ricos precisam de matérias-primas como o petróleo para poderem manter o seu nível de consumo e crescimento. Onde estão essas matérias-primas? Pois...! Nos países onde a NATO exerce o seu controlo militar.
Mais estranhamente, uma organização que se diz de carácter defensivo e estabilizador de políticas não democráticas permite que no seu seio constem países de ditaduras neofascistas e antidemocráticas.
E será mesmo a NATO uma organização democrática, sendo ela que se manobra sobre todas as outras instituições democráticas, sem pedir "cavaco", e sim sob o jugo militar dos Estados Unidos?
E é por estas razões e outras que a extinção da Nato seria imprescindível, nomeadamente para a concretização dos objectivos da Carta das Nações Unidas, cujo mais importante é o de não provocar novas guerras.
E como se combatem guerras com guerras? Como?
Patrícia Prata
1 comentário:
escreve com a clareza da razão...
gosto muito do conteúdo desta reflexão
Solidariedade,
MB
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