Afinal o inimigo é o Irão. O malévolo que nos quer destruir com mísseis e ogivas nucleares.
E afinal é o Irão, agora.
Fico sempre baralhada e confundida com os inimigos que temos. Mudam sempre. Se não estivermos atentos às notícias perdemos a consciência para quem temos de alvitrar.
Ainda bem que existe uma Nato para nos avisar. Ainda bem que temos o olhar atento de Rasmussen para nos prevenir. Tal qual Grande Irmão que alerta para as jigajogas políticas do mundo. Ele sabe.
Portanto… só para afastar qualquer dúvida o Irão é o mau. Agora.
Mas… já tinha sido mau na Guerra Irão - Iraque. Não foi? Por enquanto ainda não queimam as notícias no fogo… Ainda se pode ir confirmar estas mudanças dos maus, dos bons e dos vilões. Dá a sensação que são sempre os mesmos mas vão-se alternando em mandatos.
O Iraque… Esse que depois afinal… afinal tinha armas de destruição maciça. Armas que ameaçavam a segurança mundial.
E continuo baralhada…
É verdade que o 11 de Setembro ajudou a vermos melhor o inimigo! Se não fosse o 11 de Setembro o “inimigo” seria quiçá o comunismo. Assim tudo fica mais fácil… Assim podemos defendermo-nos?!
Mas… não foram os EUA que utilizaram a energia atómica para fins militares? Aliás… não foi o único país que o fez? O que sempre se absolve com a segurança mundial? Mas Eles sabem.
Eles sabem… pelo menos escolher as amizades certas, nas alturas certas.
E agora temos de esperar pela invasão dos iranianos... Mas há a NATO. Sinto-me muito mais segura… ao menos vou sabendo quem são os “maus” e vamos pagando os ordenados dos senhores da indústria de armamento e aviação militar.
Porque afinal… vai sempre haver um inimigo… vai sempre haver uma justificação para que hajam investidas.
E o que interessa é que … amigos amigos, negócios à parte.
Patrícia Prata
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