Como vôo nas palmas da tua mão, num consenso irregular, numa força regida pela batuta que me rege...
Se pudesse... queria não pensar... queria adiar esta provação...
Só me elevo na onda das partituras,só me esqueço quando abro o ouvido... senil do medo... perdido do peso...
A inconsciência que me bate à porta e me relembra a dor do fardo...
Pesa-me,
Castra-me,
Se pudesse... queria não pensar... queria adiar esta provação...
Ai as forças que me faltam... não sei se posso caminhar... São as correntes do pecado...
Se os olhos se abrissem com leveza bradava aos céus...
E mesmo quando o sol se mostra não consigo ver a luz!
Esta cegueira intemporal deixa azedar-me a alma.. Será que a tenho? Se destes caminhos não saiu quebrada, não deixou o meu corpo atrás, sem explicar?
As veias insípidas já não trazem sangue, porque o demónio bebeu dele e se embriagou...
Se pudesse... queria não pensar... queria adiar esta provação...
Patrícia Prata
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