Pablo aparentava um ar maduro, alguma rigidez no rosto carregava-lhe as gelhas da face, como expressões de rosto marcadas pelos anos da vida de dançarino. Viam-se noites não dormidas, uma vida de devaneios constantes e amores incertos em noites esquecidas. Era um homem que, inevitavelmente chamava a atenção. Não lhe faltava vivência mas dava a sensação de um vazio inexplicável, como se ele próprio não desse conta que o tinha. Ou talvez o quisesse disfarçar, entre o sorriso sedutor que distraia quem o olhasse à procura da sua alma.
Patrícia Prata, In My Second Novel
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