Trago sangue na tarde
Ferida na mão
E uma vela no meu coração
Esse ar quente que leva à estrada
Puxa-me e não quero andar
Não quero partir no caminho
Reaje ao meu pedido
Indiferença como conluio
Perco-me na razão
Digo que não sem pensar
Mudei de ideias agora
Digo que sim para te ver
Tenho de me proteger
Cansada da dúvida que me segue
Outra vez essa voz que me pede
Deixa-me seguir em frente
Não fales, não mostres a voz
Fecha o olhar que me dás
Leva o aroma da pele
Dá-me limão
Nega-me o mel
Dás num dia
Negas na noite
A noite fria que aquece a espera
Se o dia chegasse todos os dias
Cansei de ver o sol chegar
Azeda-me o coração
É mais fácil ver-te partir
Não dói nem chora de dor
Cortei o pé da flor
As pétalas no chão
Deixam saudades, não faz mal
Prefiro não conhecer-te mais
Não te reveles a mim
As pétalas, deixa-as voar
Amanhã já não me lembro
O cansaço tirou-me a vontade
Não sei, amanhã não me sorrias
Quero lembrar-me da indiferença
As pétalas já voaram
Já não sei quem podias ser
Patrícia Prata
1 comentário:
E se a tenda estiver a arder devagarinho...ou se sentir um fuminho mais ou menos constante que vai e que vem consoante o vento mas dificil de apagar como uma vela de aniversario especial...mas porque raio quereria alguém apagar uma vela de aniversário, ainda por cima das especiais...
não há fumo sem fogo...este fumo dá cabo de mim...
profissão: extintor
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