Pausa, pausa... finjo que dela não preciso,
Engano-me a mim mesma, com mestria e arte.
Mas no silêncio, onde o tempo é indeciso,
Revela-se a verdade: que o meu peito a resguarde.
Finjo que a correria é o meu eterno fado,
Que na turbulência, o meu ser encontra abrigo.
Mas na ausência da inquietude, no caminho sossegado,
A pausa infiltra-se, subtil, como antigo amigo.
Nesse fingir, sou a poeta de cada dia,
Escondo a fome de um descanso tão humano.
Finjo não querer essa pausa, finjo bem, mas é engano,
Pois nela, secretamente, a minha alma se alivia.
Patrícia Prata
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