No escuro da
noite,
Vou em passos
espreitando o caminho
Nessa ideia de
cidade que tenho…
Nesse sonho em
que me vejo sozinha
Vou sem medo.
É só quando abro
os olhos que a realidade me afeta
E é só aí que
arrepio o carreiro.
É só no dia que duvido
das curvas.
Mas também é só
no medo que me vejo a coragem
É só no vento que
me sinto a pele.
No escuro da
noite,
Vou em silêncio, curiosa
Nessa ideia
geométrica da vida.
Vou sem medo.
É só quando as
unhas rasgam que a vontade de correr chega.
E é só aí que se
me gastam as solas
É só no frio que visto
aconchego.
Mas também é só
no escuro que vejo a luz.
É só cá dentro
que me sinto cá fora.
Patrícia Prata
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