Neste atalho
Oiço o que me circuita.
Vou-me içando.
Vou tombando.
O carreiro é meandroso…
comentam.
“Não julgas como
é o globo.
Tu lascas deduções.
Produz.”
Mas se este
caminho é meu,
Se estes joelhos moídos
são a razão do meu andar,
Se estas dobras lesionadas
dos meus braços são o motor das minhas fibras,
Porque não me posso
erguer nesta montanha assim como julgo?
Faz-me falta cair
cem vezes.
Ou sem vezes mais
cairei.
Não importa.
As cabras sempre
chegam á pua.
Patrícia Prata
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