Honro o ser que sou quando em mim habitas e me despovoas,
Quando a gente que trago comigo desde que morri para o mundo
Me leva ao desencontro de um morto, muito antes já defunto
E revivo e vivo do sopro da porta que bates nas minhas
entranhas
Que quebras, que esgotas, que roubas com as tuas raposias
E me apanhas.
Amo essa senda que me devora por dentro
Que da casa que tinha, uma cave ficou
Resguardada de nada. Sem medo. Sem cruz. Apenas tu.
Onde habito, exíguo, confinado ao meu porte.
Patrícia Prata
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