sábado, 4 de janeiro de 2014

Preliminar derrapagem

Forte, cheia,
Cansada, desocupada,
Rude enfreada.
Corre cavalgada.
Lê pela madrugada, cresce esperta, dedicada.
Arregaça pulsos, sobe montanhas.
Sem manhas.
Cem manhas. Descobre que nascida é criada. Conta ser gente, instruída, ser gente educada.
Conta ter papéis na carteira, memória alargada.
Não comete erros. Sagaz na descoberta. Liberta.
Corre sem medo, cai rochedo, quebra picos, sai ligeira, sem eira.
Primeira.
Preliminar na derrapagem, conta tudo, conta a rodagem.
Triste, foge da pureza, que é contar nada, pega nas teclas em seus dedos. Troca com elas segredos.
Privada da alegoria que a vida prometeu um dia…

não contar, não fazer falta … andar para sempre de gola alta.

Patrícia Prata

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