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Talvez esse mesmo mundo estivesse a conjurar para que ela fosse empurrada para aquele lugar.
Depois das aulas tinha decidido pôr-se rumo ao prédio. Só o facto de descer a rua com o sol a vigiar-lhe as colinas de Lisboa, como se ele fosse o amo das ruelas e por amor cuidasse delas, só o facto de olhar os cabeços da cidade como se jogassem às escondidas e se apercebesse que o burgo se movia nos seus pés delicados de bailarina, só estes pormenores lhe enchiam o corpo de inspiração.
Corria como se estivesse atrasada e sabia que ninguém a esperava. Aguardava-lhe a casa, a velha porta de madeira e o degrau de mármore.
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Patrícia Prata
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