quinta-feira, 8 de abril de 2010

Só te leio nas entrelinhas

Na submersão dessa água que esconde

Que se põe na escuta e não diz

Que vê o que faço, que sabe o que fiz

Procuro-te por não sei onde

A água escurece mais

Não dizes para onde vais

E as incertezas que são minhas

Porque só te leio nas entrelinhas

Tornam-se pardas, sombrias

Chegam a ser doentias

E cansada de nadar, na água onde não sinto o fundo

Não sei se morreste para mim ou se só estás moribundo

Patrícia Prata

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