Na submersão dessa água que esconde
Que se põe na escuta e não diz
Que vê o que faço, que sabe o que fiz
Procuro-te por não sei onde
A água escurece mais
Não dizes para onde vais
E as incertezas que são minhas
Porque só te leio nas entrelinhas
Tornam-se pardas, sombrias
Chegam a ser doentias
E cansada de nadar, na água onde não sinto o fundo
Não sei se morreste para mim ou se só estás moribundo
Patrícia Prata
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