Não se ouviam vozes, nem o rasgo do vento na areia, nem a marcha lenta dos répteis. Não se ouviam folhas a romper a terra nem o pingo da fadiga que lhes escorria pela testa. O silêncio mortificava aquele quadro já defunto. A vida que ali podia ter existido já se ausentara há tanto tempo que nem os vestígios da morte se exibiam por terem decoro de tão vil abandono.
Patrícia Prata, in My Second Novel
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