É como estar à beira da falésia e ver o mar
Um mar profundo e desconhecido que refresca o olhar
É como querer mais e não poder andar
Como se a voz faltasse no momento de falar
E as palavras se enrolassem por não saberem o que dizer
É um beijo breve que salga o paladar
Faz sede, tanta sede e seca-lhe a garganta por não ter para beber
É debruçar-se na falésia para ver as profundezas do mar
E sentir que o mar foge para esconder a sua côr
E sentir que a altura é grande demais para o caminho
É a janela que não fecha à procura do alento
É a resposta evasiva por não saber que dizer
Não quer não ter, não quer perder mas não quer dar
E a recordação desse calor tem de chegar..
Tem de chegar...
Patrícia Prata
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