Algo aconteceu.
No momento achava que tinha sido um terramoto.
Daqueles que abrem fendas no chão, que rasgam
a terra ao meio e engolem pessoas.
Parecia.
O fogo brotava de baixo e juro que o vi a derreter-me os pés.
Nem percebi como tudo aconteceu.
Não o vi chegar.
Não havia vulcões nem tsunamis, não havia fumo nem terra quente, nem cheiro a enxofre.
Nada.
Apenas um silêncio que não soube escutar.
Patrícia Prata
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