Reza muito engraçada
É a minha com o meu Deus
Nunca digo quase nada
Ou então sou desbocada
Falo mal dos Seus ateus.
Deve rir-se à gargalhada
O Deus que me ouve o dia
Minha língua uma auto estrada
Ele treinador de bancada
Só ouve. Já nem pia.
Imagino-O lá na casa
Do Deus Senhor poderoso
Debaixo da Sua asa
A deixar o Pai em brasa
Ao ouvir-me em tom jocoso.
É que esta necessidade que tenho
De Lhe dizer o que eu cá acho
Faz-lhe tresmalhar o rebanho
Fá-Lo crescer de tamanho
E dar o Seu ar de macho.
Por mais que me lembre Maria
Que somos todos iguais
E que a Sua grande valia
Para matar a tirania
D´Ele poder ter dois pais
É dizer-lhe suavemente
Que em dias de sol aberto
Por mais sério que seja o crente
Terá de entender porque mente
Quando diz que crê no incerto.
Patrícia Prata
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