E quando te levantas a pensar que é desta?
Quando sais à rua com os cabelos na mão, presos nos dedos
porque já te chegam ao chão?
Não te lembras.
Rogas pragas à memória.
Contas para ti própria uma história
Para te lembrares, para saberes que é de tudo isso que és
feita
Mas mais ainda do que acreditas.
São as pernas incompletas, desfiadas que te atrasam o
caminho. Mas são pernas que andam e que correm, porque na verdade o seu alento
vem de dentro.
E aí estás tu.
Meretriz, sumida, perdida na vida, não sabes se és
carrancuda ou só sisuda.
Achas que te dão cognomes nas costas e encostas para não
ouvires. Está debaixo do teu braço.
Às vezes é só um abraço
Outras são línguas tortas, facas, serpentes, contentes por
te matar, por te tirar esse alento que te vem de dentro.
E quando te levantas a pensar que é desta, continuas a
partir tabique, a suplicar perdão, quando não!
Essa fenda não é tua. É da humanidade… que ainda não ganhou
idade para deixar os juízos repousar nas crateras dos vulcões…
Patrícia Prata
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