segunda-feira, 19 de maio de 2014

Decifrar destroços



Eu que decifrava destroços

Galguei folhas para soletrar convenções

Deixei ossos na estrada, esmaguei canções

Prometi que me encaixava numa banda desenhada

Servi jogos de compromissos, riscos, esquissos.

Patrulhei afamada venda, levei-te daqui para fora

Deixei-te à porta, na tarde que demorava,

Disse que te amava como quem devora

Calcei-te os pés nas minhas meias e de dentro da guitarra

Toquei.


Patrícia Prata

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