terça-feira, 3 de maio de 2011

Há dias assim...

Há dias assim...



Em que se escreve sem vontade


Em que a chuva não molha e o sol não ilumina


Há dias em que a floresta não prospera


Em que tudo o que se aguarda é que se cumpra uma sina


Há dias em que os cavalos não correm


Em que o dia é escuro e a noite nele se abriga


Há dias em que as pessoas não morrem


Em que a voz doce não nos oferece uma cantiga


Há dias em que acordamos com vontade de abraçar os mundos


De esperar que o dia acabe sem matar a expectativa


Há dias assim…


Que o corpo que transportamos nos chama de moribundos



Patrícia Prata

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