Há dias assim...
Em que se escreve sem vontade
Em que a chuva não molha e o sol não ilumina
Há dias em que a floresta não prospera
Em que tudo o que se aguarda é que se cumpra uma sina
Há dias em que os cavalos não correm
Em que o dia é escuro e a noite nele se abriga
Há dias em que as pessoas não morrem
Em que a voz doce não nos oferece uma cantiga
Há dias em que acordamos com vontade de abraçar os mundos
De esperar que o dia acabe sem matar a expectativa
Há dias assim…
Que o corpo que transportamos nos chama de moribundos
Patrícia Prata
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