Voltaste e afagaste-me a face
E pensando que me cansasse
Recuaste na tua mão
Se as palavras que me custam caras
Me arranhassem o céu da boca
Me fizessem gritar os verbos
Os substantivos e os predicados
E sem medo dos pecados
Sem medo da voz alta
Dos sons graves e da ribalta
Puxava essa tua mão
E ainda que fosse com a voz
Este silêncio atroz
Que contorce este cansaço
Que me afasta do teu regaço
Enchia-me o peito de orgulho
De poder ter-te dito um dia
Que esse corpo onde mergulho
É mais que prazer, é alegria.
Patrícia Prata
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Mais do que prazer
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